Em fluxo

Em fluxo

Uma noite dessas, quem sabe, desato em dia, em hora assim terei avistado o que jamais pensei ou imaginado, um teorema com a solução de meus anos, desde que próximos e irreconhecíveis, mouse em forma e cor de cravo e de limão, ainda que não saiba se a gosto de maçã ou a cheiro de melão, durante um caquérrimo momentum, em que outra boca abrir minha e não for esta, mas que bem próxima, daí então qualquer sinal terei nas mãos o combo vendido, ou que a história contada, aí sim a contraprova estranha, croquí às avessas, enquanto todos aguardassem por palíndromo, e palimpsestos, que zoassem com os poderes confere das tretas monásticas, de booktuber especialista em metafísica, desarrepiada com os versos de quando um corvo na janela de um outro, outro pensando por isso em ler com e se enganado, agradecendo a entidades posteriormente, por ter retirado da estante um autor que lhe desse honras coletivas, e essa livreira se chamava nacional, uma espécie de víscera, contraposta ao lado se vista, e mantida em pé armazenada, que atormentava a vizinhança nas segundas-feiras, lembranças de sábados bonitos, ocasiões em que talvez alguém, de cujo nome poucos humildes se vão recordar, teria obtido prazer de plágio em assoprar que viver um cara mau é engatinhar na multidão, contestado imediatamente por mim, que poderia ter dito, embora não o confirmo, por medo óbvio de ser comentado feito um gorgonzola, do jeitinho que foi aquele estudioso de nuvens redondas, prestes de suar gostado na viagem da tarde em que assenhorou-se de xicaronas, brancas, quebradiças, mas xícaras, costume que no manual fora por anos atestado como motivo de orgulho, valor que se abandonou um ano e duzentos e dois planos após, recontados com minúcias no calendário do celular, se sabemos que por eras ainda não viviam por celular, apenas uma brisa de celular, vendida por um semanário tinta de vilarejo, a alimentar de versões um rino sobre pranchas, esse com dentones amarelos e sêmen recém refrigerado, de primeira tabuada, mantido sob as guardas de capuzes verdes e mimosos, e com selos de cara feia, a forjar recepções para ínteres conhecimentos que os mantivessem certos sobre comerciais de minutos, desses que revelam enfim e para sempre quando será desferido o quarto chute da primeira partida a valer a dor que sente uma leoa quando lhe ferem o fio de suas unhas, só no caso danado e incrível, somente se der, se tem, e vê, mas, mais para uma esfera que desatina.

 

Publicada na RUBEM – Revista da crônica. Leia esta e outras crônicas em www.rubem.wordpress.com

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