Praça Mauá: samba arte

Marco Antonio Martire  Cronicas   Praça Mauá: samba arte

Praça Mauá: samba arte

 

 

 

Chega-se na histórica praça Mauá de preferência a bordo do veículo leve sobre trilhos (VLT), em qualquer dia da nossa semaninha, e o que vemos é a paisagem às margens da baía da Guanabara, onde se destacam como programas o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR).

 

 

Meu foco de interesse era a exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção”, inaugurada no final de abril, que ocupará o MAR durante um ano, contando a história do samba carioca desde o século XIX até estes dias. Os curadores Nei Lopes, Evandro Salles, Clarissa Diniz e Marcelo Campos reuniram na mostra cerca de 800 itens, que explicam ao visitante porque o samba foi, em 2007, declarado pelo Iphan Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

 

 

Não quero passar spoiler para o leitor, aliás eu não sei se é possível passar spoiler de exposição, mas que a exposição merece um bom, merece. Desde o corredor de entrada até a última peça em exibição, o visitante da mostra é apresentado, com capricho, ao legado do ritmo que é considerado pelo mundo inteiro como brasileiro por excelência.

 

 

Prossigo pela praça, abriram food trucks, tomo sorvete. Almoço um contrafilé, contorno o Museu do Amanhã. Passo por aquelas hortas do lado direito, vejo os navios de aço sobre as águas da baía. Pescadores ensinam como matar o tempo na beira dos peixes. Todos tiram selfies.

 

 

É um início de tarde que me sorri, garotas conduzem uma cadela da raça pastor, as letras tamanho família que anunciavam a cidade olímpica desapareceram. Ficou a praça. Aponta na rua um carro puxado por uma van, câmeras filmando a motorista. Filme nacional.

 

 

Levanto da mesa, atravesso a rua e percebo longe o cara fantasiado de Homem-Aranha, brincando de lançar teia com as crianças. Peço uma selfie? Facebook e Instagram querem conteúdo, mas é que não assisti ao último filme da Marvel, e se o cabeça de teia fez alguma bobagem?

 

 

Planejo voltar à exposição mais um outro dia. Há muito o que ver, o que aprender. Curiosidade me importa. Só uma crônica não chega.

 

Publicada na RUBEM – Revista da crônica. Leia esta e outras crônicas em www.rubem.worpress.com

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